A última canção da Princesa do Sol.

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A última canção da Princesa do Sol.

Mensagem por Liljah Aesland em Qua Dez 06, 2017 12:55 am

A última lembrança que Liljah tinha de sua Terra Natal era o céu estrelado. Lembrou-se sobre como havia ficado feliz com aquilo, como se as estrelas e o céu estivessem abençoando a viagem que faria, e lembrou também como sentiu-se feliz quando, ao olhar para lua, a pequena vida crescendo em seu ventre também se agitara, chutando mais uma vez. Parecia que até mesmo ele já sentia saudades de casa, saudades de terra que nem conhecia, mas ainda assim, era seu lar. Foi com isso, essa lembrança em forma de sonho que a princesa do Sol acordou. Os olhos cinzentos corriam pelo cômodo, logo lembrando-se onde estava e o que havia ido fazer, um sorriso caloroso abrindo-se nos lábios da pequena mulher.

Finalmente iria vê-lo. Finalmente havia chegado, e poderia enfim começar a viver a vida que sonhara.

Quando a Princesa Liljah Aesland anunciara sua gravidez e sua em breve mudança para um país novo para ter com o pai de sua criança, o reino se entristeceu, fazendo com que a moça prolongasse à viagem até seus 7 meses de gravidez. Porém, não havia mais tempo à esperar; por isso, havia partido à algumas semanas num navio real, seguindo para França, para encontrar seu amor. E naquela noite em especial, haviam finalmente atracado no porto. Teve de conter-se apesar de tudo, e descansar na embarcação por mais aquela noite, e por mais que tivesse revirado-se na cama por mais de metade da noite, havia dormido o suficiente para sentir a empolgação e adrenalina correndo-a as veias, e acordou antes de todos. Com a espera, havia tido tempo de até mesmo escrever uma carta, à qual ficara segura num dos bolsos do vestido. Havia sido um dia feliz, um dia memorável, cheio de oportunidades.

Então, por que estava ali? Por que aquilo estava acontecendo?

Os olhos cinzentos estavam confusos. Por que ele a estava tratando de forma tão cruel? O que era aquilo? Os pequenos dedos da mulher ergueram-se para tocar os ombros do moreno, que afastou-a com um tapa, trazendo lágrimas aos olhos da princesa. Não entendia. Havia feito alguma coisa errada? Estavam calmamente passeando por uma das ruas, quando de repente o homem arrastara-a para um beco, e num piscar de olhos, o sorriso gentil e expressão carinhosa tornaram-se desprezo e escarno. Liljah não entendia. Não conseguia entender. O que estava acontecendo? Por quê? Por quê? Estava tão confusa que mal pode ver de onde vieram. Estava tão confusa que mal pode entender o que estava acontecendo. E a última coisa que pode ver naquele momento, foram os olhos de seu amado cheios de ódio, antes de escapar para um mundo escuro.

Por quê?

Por quê?

Por... quê..?

~ ♦ ~

Aquele era um lugar frio. Tão frio que nem mesmo as lembranças calorosas eram suficiente para afastar o gelo crescente que tomava o corpo da mulher. Tão frio que nem mesmo a chama mais poderosa poderia aquecê-la. E era escuro. Tão escuro quanto uma noite sem lua. Era um lugar tão frio e escuro, que Liljah poderia até mesmo dizer que o próprio coração começara a se apegar àquela escuridão, tomando-a para si, como parte de si. Nem mesmo os movimentos da criança no próprio ventre eram capaz de acalmar as lágrimas que corriam pelos olhos da princesa. Nem mesmo o melhor dos remédios podia curar aquela dor que se alojara no peito da mulher. Nem mesmo as dores dos ferimentos, nem mesmo as surras e as palavras de ofensas e escárnio doíam tanto daquela forma. E, nada no mundo poderia preparar a Princesa para o que viria à seguir.

Estava à dias presa naquela cela. Não sabia onde estava, e tampouco alguém lhe dizia algo. Sequer água lhe traziam, por que lhe diriam alguma informação? O corpo fraco e delicado da mulher mal se aguentava em pé, e por isso, havia também desistido de lutar. Havia tentado. Havia com todas as forças e toda a magia que tinha quebrar aquele lugar, mas, algo a drenava, tornando-a cada vez mais fraca e doente. Temia pela vida de seu bebê, acima de tudo. Achava que o pior já havia passado, mas nada no mundo seria capaz de fazê-la pensar no que estava por vir.

Primeiro, o barulho de passos se fez audível. Logo, uma tocha de fogo queimara os olhos acostumados à escuridão da princesa. E por último e mais importante, a figura de seu amado em frente as barras de ferro; os olhos frios como gelo, a expressão indiferente.

M-Meu amor! — A mulher alegrou-se por alguns segundos, arrastando-se para frente, para tocá-lo, recebendo um tapa tão forte que seus ouvidos apitavam — O quê..? Por que estás fazendo isso? — As palavras saíram confusas, baixas, após longos minutos de silêncio. Sentia o olhar de desdém sobre si, queimando-a viva. Tremia, sentindo que as lágrimas novamente viriam — Por quê..?

Por quê? — Uma risada que a mulher não reconhecia saíra dos lábios do homem — Princesa, não se faça de desentendida. Você sabe. Você sabe porque está aqui, — Uma nova risada tão cheia de nojo que fez a mulher se encolher — sabe que vai morrer, Liljah. Só vim garantir que seja doloroso.

Eu não entendo...— Novamente o sussurro saíra de forma quase inaudível. As mãos agarraram os cabelos, tapando os ouvidos quando novamente novas palavras foram proferidas por aquele que um dia Liljah amara. E foi então que todas as lembranças que pensou não ter atingiram-a como um soco. Era uma emboscada. Era apenas uma armação. A verdade estava ali o tempo todo e nunca a mulher havia percebido. O desespero correu-a as veias quando percebeu o que aquilo significava — Meu filho... Nosso filho... Poupe-o! — Implorou, os olhos cinzentos alcançando o rosto do homem.

Não ouse chamar esse verme de meu filho. Esse filho nunca foi e nunca será meu. — Os olhos da mulher arregalaram-se ainda mais — Poupa-lo? Tsc. Essa praga vai morrer junto com você, escória imunda. — E com um último olhar de desdém, o homem foi-se, deixando Liljah sozinha, o desespero corroendo-a por dentro.

~ ♦ ~

Quantos dias haviam se passado? Ou eram horas? Minutos, talvez? Não saberia dizer. Apenas soube que havia passado um tempo pois as lágrimas já não mais desciam. As mãos não mais tremiam. Não havia nada para vomitar e os espasmos já não vinham mais. Haviam-se passado quanto tempo? O que havia acontecido? Uma das mãos tocou o ventre, sentindo a pequena vida dentro de si remexer-se, como se soubesse da dor da mãe, aquietando-se. Novamente, as lágrimas caiam.

~ ♦ ~

Os passos fizeram com que Liljah acordasse. Os som era tão insuportável quanto a luz insanamente forte nos olhos desacostumados com o escuro. Logo, o barulho das barras de ferro sendo movidas fez-se presente, fazendo a princesa encolher-se no canto. Não, não, não, não. Não podia ser. Não podia ser.

Me soltem! — Esperneava, estapeando e chutando em todas as direções, recebendo mais uma surra. Mas, não parava. O coração estava acelerado. O desespero crescente dentro do peito, a dor que corroía-a. Gritava, chorava, esperneava, chutava, estapeava, socava. Usava todas as forças que tinha para tentar se livrar do aperto, sem desistir. Não podia. Não podia deixar de lutar pelo menos pela vida de seu filho. — Por favor, pora favor! Minha criança! Salvem minha criança! É tudo o que peço! — Implorou novamente, recebendo como resposta apenas um empurrão.

Estava fora. Estava fora da cela, e em sua frente, uma quantidade enorme de mulheres, que seguravam-a com nenhuma delicadeza, arrancando-a as roupas do corpo, puxando-a os cabelos. Os fios louro platinados jaziam jogados no chão. Havia cortado-os.

"Oh..", pensou, "É a caminhada para fogueira."

~ ♦ ~

Como tudo virara aquilo?

Por que aquilo estava acontecendo?

As perguntas não cessavam. Os pés descalços vez ou outra tropeçavam nos trapos em que estava vestida, quando as algemas de ferro nos próprios pulsos eram puxadas com força. Já não sentia mais dor. Apenas tentava à todo custo proteger o próprio ventre das pedras e outras coisas que voavam em direção do próprio corpo enquanto as pernas eram forçadas a continuar em frente.

Não chorava.

Ainda não acreditava naquilo. Era impossível, certo? Era apenas um pesadelo. Logo iria acordar no castelo junto de Elijah, que lhe diria para deixar de bobeiras, e que tudo ficaria bem.

Elijah...

Pela primeira vez em muito tempo, os pensamentos da mulher foram de encontro com o próprio irmão. Quanto tempo havia se passado? Será que ele já sabia? Será que estava vindo para a buscar? Elijah sempre a salvava dos problemas e das encrencas, certo? Ele faria aquilo de novo. Ele estava chegando, chegando para levá-la para casa e dizer o quão idiota havia sido por cair numa emboscada.

Certo?

Errado.

Os pensamento da jovem princesa foram destruídos quando finalmente avistou o que seria seu leito de morte em frente à seus olhos.

Não.

Não.

Elijah, me salve.

Elijah, por favor... Salve o meu filho.


Não, não! — Pela primeira vez em muito tempo a voz de Liljah soara clara. A princesa do Sol realmente iria se dar por vencida assim tão fácil? Novamente, esperneou, tentando de todas as formas soltar-se, sair correndo, escapar. Em vão. Nada adiantava. — Salvem o meu filho, por favor! O meu filho! — Implorou novamente, mais uma vez.

E tudo apenas piorou ao sentir aquela dor. 

A água corria-a pelas pernas, junto com as contrações que denunciavam que seu bebê iria nascer. Os gritos de dor e agonia de Liljah apenas ficavam mais altos conforme as contrações pioravam, e o cheiro do combustível para o fogo tornava-se forte em suas narinas.  

Não façam isso.! Por favor! — Implorou mais uma vez, sem cansar. Os olhos se fecharam. — Mãe, por favor... — Pediu, esperando que pelo menos uma vez na vida a mãe biológica à ouvisse — Por favor, mamãe, por favor... Traga Elijah! Traga Elijah..! Pai! Pai, por favor! — Pediu, os olhos bem fechados, rezando todas as orações que conhecia, pedindo para todas as divindades que sabia, em vão.

Ninguém ouviu.

Nenhum Deus atendeu as preces da Princesa do Sol. 

Eu sinto muito... — Sussurrou. O pedido de desculpas para a criança que nunca poderia ver o nascer do Sol. A criança que nunca poderia ver o luar. Para a criança que não teria sequer a oportunidade de abrir os olhos. A dor piorava. Sabia o que era. — Não, meu amor... Não tenha medo. — Pediu baixo, tentando acalmar a criança que novamente chutava no ventre.

E tão logo quanto as chamas começavam a consumir a madeira, a última canção da Princesa do Sol ressoava pelos céus. As palavras de tristeza, de felicidade, de agradecimento, de Adeus soavam mais alto que as chamas crepitando.

E novamente, tão rápido como começou, a canção foi interrompida por um grito da mais pura agonia e dor. Ninguém nunca conheceu o final da última música de Liljah Aesland, que tivera a vida arrancada pelas mãos do fogo.

...

...

...

"Você foi machucada, certo? Você quer vingança?" 

Quem é você? O que é você? Eu não entendo...

"Criança, criança. Como podes ser tão tola? Como pode se entregar tão facilmente? Você é uma vergonha. Você mereceu."

Cale-se! Não ouse repetir isso novamente! Você não sabe de nada!

"Ora, ora. A criança está raivosa? Queres uma segunda chance?"

Segunda chance? Para quê? Por quê?

"Para vingar-se, princesa tola! Para trazer ruína para aquele que te destruiu!"

... Não.

"Ora... Então, vais deixar seu precioso filho ter morrido em vão?" 

Os sons começaram a ficar mais claros. As imagens tomavam forma. A sensação do fogo queimando-a cada pedaço do corpo fazia com que pequenas lágrimas se desprendessem dos olhos claros. Tudo tomava cor, forma, descrição, cheiro, calor e frio. Era uma sensação confusa e ao mesmo tempo maravilhosa. Era doloroso, mas também era bonito.

Eu vou destruir tudo. Eu vou destruir todo e qualquer um que estiver envolvido na morte do meu filho. — A voz soava baixo. A luz envolvia a figura que logo fazia-se visível.

A última canção de Liljah Aesland agora, tornava-se a primeira.

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Re: A última canção da Princesa do Sol.

Mensagem por Destruidor em Qui Dez 07, 2017 6:53 pm

O Senhor é um Deus zeloso e vingador; o Senhor é vingador e cheio de indignação; o Senhor toma vingança contra os seus adversários, e guarda a ira contra os seus inimigos. E eu sou a sua encarnação. Eu sou a Vossa Justiça, ó pai.  —

O maior erro humano é subestimar a ira de Deus, e compará-la a sua própria; Os mortais não equiparam-se ao Seu Senhor.. Deus é um juiz justo, paciente e cheio de compaixão, mas que se preenche de ira todos os dias contra o pecado que consome a alma humana… E esta é completamente justificada, pois o Seu plano é santo é perfeito, assim como Deus é santo e perfeito. Essa ira vem de sua Justiça, a mais plena que existe. E ainda assim, mesmo que santa e justificada… Ela é aterradora e constante. É um erro desprezá-la, pois certamente, ela cairá sob as cabeças dos pecadores, sem misericórdia.
Eu sou um ser com um único propósito. Um Santo dever que me foi conferido pelo próprio Senhor… Mesmo que nos níveis mais baixos das trevas, lembrarei-me do seu calor, incomparável e inconfundível. E irei completar meu objetivo, ao rápido corte do ferro quente de minha espada. A minha fúria arde constante, e se alastra feito chama… A minha justiça, divina, reduzirá o mal à cinzas. Porque este é o meu dever. Isto, é o que eu sou.

Sua Santa justiça hei de chegar.

Em meio ao céu noturno, ornamentado pelos incontáveis brilhos únicos das estrelas, um especial se difere de todo o resto. Este, mais fúlgido do que qualquer outro, cortou por entre os tantos outros em uma trajetória bem específica; Era uma estrela cadente. Aos olhos dos poucos curiosos e sortudos, era um sinal de boa sorte… Da concretização dos seus desejos mais ínfimos.
Mas essa não era a verdade por trás dessa estrela cadente… Não. Jamais poderiam compreender suas intenções. Somente se render ao seu calor… Que feito chama, se espalharia e queimaria tudo. A estrela que cruza o céu não era sorte, e sim, um prelúdio da destruição em sua mais pura forma.
~ ♦ ~

A paixão do homem pela chama perdura firme, nascida em tempos imemoráveis. Como uma dádiva divina, vê-lo arder tão quente enquanto iluminando a mais tenebrosa escuridão aquecia seus corações aturdidos. Cultuavam-o feito um Deus… Admiravam-o como em um espetáculo. Ao redor do fogo, uma multidão se unia aos berros; Mas não somente para ver uma inocente fagulha arder.
Em união aos gritos da multidão, o clamor da mulher por misericórdia também fazia-se presente. Enquanto sua carne queimava com o bebê em seu ventre, tudo que sabia proferir, ou que conseguia, eram pedidos de misericórdia… Abafados pela vontade sanguinária dos espectadores, que assistiam a chama consumi-la com prazer.
E a sua raiva começava a arder, mais quente do que essas chamas que ceifavam as duas vidas por ali. A justiça… Seria feita. Deus ouviu o seu clamor, mas não para salvá-la… Pra vingá-la.
~ ♦ ~

Enquanto os raios de luz cruzavam pelos vidros da janela, a visão da menina tornava-se um pouco mais clara também, rapidamente reconhecendo parte da decoração única de uma luxuosa igreja — ostentava peças sagradas de puro ouro, além de obras artísticas de valor incomensurável. Para um religioso, nada disso era importante… Eram fúteis, somente um sinal de que se livraram dos bens materiais, para enriquecerem sua alma do Espírito Santo. O valor disso para um fiel era ainda mais importante do que qualquer imagem de Deus.
A justiça divina não falha, criança… O que fizeram neste ato terrível, foi zombar de Sua obra… De Sua paixão e paciência… — Entoou uma voz rouca, porém suave. Ao mesmo, ela emanava uma estranha sensação de calmaria em seu tom melódico. O indivíduo, no entanto, estava eclipsado pela sombra, sentado em uma das fileiras de bancos de madeira. — Ela pode tardar um pouco, mas não falhar… Deus deu o livre arbítrio pra humanidade fazer o que bem entende. Até mesmo o ímpio… Ele adia os julgamentos e estende a Vossa misericórdia. No entanto, antes de executor, Ele é observador. O cálice de sua ira se enche, até transbordar, e o fio de sua espada torna-se ainda mais terrível. O que for seu por merecimento, chegará no momento mais oportuno.

Finalmente, o homem levantou-se. Seus passos levaram-o para longe da escuridão, exibindo de vez a sua aparência: Era um homem, aparentemente no ápice de sua jovialidade. Seus olhos possuíam uma cor avermelhada feito um rubi, enquanto carregados de uma frieza sem igual. Os fios do homem também eram bem distintos do comum — enquanto na raíz, tinham o mais puro negro, o cabelo clareava-se, até em certa parte tornar-se totalmente branco. E ao mesmo tempo que imponente, continuava incutindo uma sensação de calmaria sem igual.

Aproximou-se da garota, parando bem à sua frente. Sua mão, gélida, tocou suavemente o seu queixo e levantou a cabeça da menina, fazendo-a olhar diretamente para ele. — Doce criança… Sentir ira é extremamente fácil. O desejo de vingança que toma posse de nossas ações… Difícil é ter motivos. A ira não é pecado… — Aproximou o lábio de seu ouvido, diminuindo o tom de voz. Sua ira seria muito bem aproveitada, caso direcionada corretamente.

Ao mesmo tempo, a garota conseguia nitidamente ouvir trombetas. — Estive presente quando as luzes foram acesas para o grande espetáculo. Estive quando o palco em chamas foi devorado e as cinzas sopradas pelo vento, que, em seu último suspiro, arrastaram sua vida. Eu te escolhi. Eu te trouxe de volta. — Ao todo, cinco trombetas tocavam uma melodia única, enquanto a quinta era a mais alta de todas. — E mesmo que em mil vidas eu peleje, desejo tu ao meu lado.

E em seu ouvido, continuara a sussurrar, apenas para ela ouvir:
E tinham sobre sí como xxx...

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